A leveza de (voltar a) existir
Lembras-te do último dia que foste tu mesmo? Relembras-te da tua essência escrita em asas de papel? Aquela tinta brilhante, única e ardente a cavalgar entre sonhos floridos, como se a dormência de ti fosse um mero limite, terminado, ofuscado no delírio de tudo o que se ergueu como a grande desculpa de uma "apenas" quase expansão desse universo sem rosto?
Mas eu relembro-me de ti. De ti em mim, suado, transpirado pelo nervosismo de quando éramos a partilha de ser. Fomos medos de mãos dadas em depressões com fins suspensos de fim.
Sempre foste a poeira das minhas estrelas, o sonho flutuante que me esqueci de adormecer. Lamento ter-te traído pelas costas em honra ao andor de quem me traiu e, na própria consequência do teu peso de vidro na direção do chão, fez dos meus sonhos um mero esboço de ti quando, sem lápis de cor nas mãos, e muito menos em pensamento, não te poderia mais segurar sobre as minhas próprias linhas por colorir.
Por isso te perdi dentro um bolso, perdendo-me despido das mãos para te voltar a agarrar.
Não guardo mágoas de mim porque as sepultei no avesso da minha existência, tatuadas na profundidade desta nova versão do reencontro. São as minhas novas fronteiras de ser, ali ao lado das águas paradas que correm para as profundezas de ser onde eu fiquei ao de laço de mim mesmo. Nunca fui reflexo do que senti.
Pensei que se me afogasse teria o meu reencontro, mas o fundo nunca me chamou. Pulmões de água, coração de vento, fiz-me tempestade interminável de sensações e acabei com todas elas espalhadas pelo areal onde um dia me viria a reencontrar.
Desta vez não procuro estilhaços sozinho.
Vi-te, despida e com vida, quando todos eles procuravam apenas as tuas roupas espalhadas pelo chão. Não temi o frio que suspiravas, nem o calor que transbordavas entre fins inevitáveis.
Obrigado, a ti, amor da minha vida ressuscitada pelo teu encanto e beleza de existir, pelo tesouro mais belo que arrancaste de mim: O meu verdadeiro sorriso.
Amar-te é um pé de dança que julguei amputado de mim, mas que se tornou a combustão da minha própria existência.
Queima-me com a tua máxima força, porque o melhor de nós é apenas o reflexo dançante da nossa existência ao luar. Não há sol que te possa tocar. Até porque tornaste-te o melhor reflexo de mim, erguendo-me à forma que há muito tempo me tinha esquecido de ser.
Não largues mais a minha mão, pois o meu inferno treme a teu comando.
Mas eu relembro-me de ti. De ti em mim, suado, transpirado pelo nervosismo de quando éramos a partilha de ser. Fomos medos de mãos dadas em depressões com fins suspensos de fim.
Sempre foste a poeira das minhas estrelas, o sonho flutuante que me esqueci de adormecer. Lamento ter-te traído pelas costas em honra ao andor de quem me traiu e, na própria consequência do teu peso de vidro na direção do chão, fez dos meus sonhos um mero esboço de ti quando, sem lápis de cor nas mãos, e muito menos em pensamento, não te poderia mais segurar sobre as minhas próprias linhas por colorir.
Por isso te perdi dentro um bolso, perdendo-me despido das mãos para te voltar a agarrar.
Não guardo mágoas de mim porque as sepultei no avesso da minha existência, tatuadas na profundidade desta nova versão do reencontro. São as minhas novas fronteiras de ser, ali ao lado das águas paradas que correm para as profundezas de ser onde eu fiquei ao de laço de mim mesmo. Nunca fui reflexo do que senti.
Pensei que se me afogasse teria o meu reencontro, mas o fundo nunca me chamou. Pulmões de água, coração de vento, fiz-me tempestade interminável de sensações e acabei com todas elas espalhadas pelo areal onde um dia me viria a reencontrar.
Desta vez não procuro estilhaços sozinho.
Vi-te, despida e com vida, quando todos eles procuravam apenas as tuas roupas espalhadas pelo chão. Não temi o frio que suspiravas, nem o calor que transbordavas entre fins inevitáveis.
Obrigado, a ti, amor da minha vida ressuscitada pelo teu encanto e beleza de existir, pelo tesouro mais belo que arrancaste de mim: O meu verdadeiro sorriso.
Amar-te é um pé de dança que julguei amputado de mim, mas que se tornou a combustão da minha própria existência.
Queima-me com a tua máxima força, porque o melhor de nós é apenas o reflexo dançante da nossa existência ao luar. Não há sol que te possa tocar. Até porque tornaste-te o melhor reflexo de mim, erguendo-me à forma que há muito tempo me tinha esquecido de ser.
Não largues mais a minha mão, pois o meu inferno treme a teu comando.


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