Devaneios I


Do talento ao alento, ofusco a chama que treme em mim. Sou um pedacinho de nada ardente que, em tuas mãos, se fez tudo ofuscante.
Estico os dedos à medida dos meus sonhos e nunca à medida de mim.
 

Sou dormência dos teus sonhos. A coerência do teu sorriso.
Sou um sonho suspenso na maior fogueira das nossas vidas.
Queima-me, meu amor. Sem medos de existir.
Sou teu nesta leveza que voa para onde nunca me senti ser de ninguém.

Conquistaste-me o meu frágil sorriso de ser.
Em ti, em mim e em nós, mais do que nunca, descobri a minha verdadeira casa.

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